6/7/2008 - * Enfermeiro que cuidou de sequestrados das FARC ganhou bolsa de estudos de Medicina!
Texto inserido na categoria DIREITOS HUMANOS |
MORRE DE EMOÇÃO O AVÔ DO CABO ENFERMEIRO DE INGRID
A própria Ingrid reconhece que sem o apoio prestimoso do militar não teria resistido a depressão e as doenças
Foto:EFE
Ingrid chama o cabo William Péres de anjo, na França ela pediu ao presidente DSarkozy uma bolsa para que ele pudesse estudar medicina em Paris
Fonte: El Combiano, El Pais
Anselmo Medina, o avô do cabo do exército William Humberto Pérez,de 36 anos. ex seqüestrado das Farc que foi durante quatro anos o enfermeiro de Íngrid Betancourt, faleceu de uma parada cardíaca causada pela emoção ao reconhecer, pela televisão, o seu neto, entre os prisioneiros libertados.
O corpo do ancião foi transladado para o anfiteatro da cidade de Riohacha a espera da chegada do neto herói.
Cabo Pérez sacrificou várias chances de fuga, por estar atendendo os seqüestrados, que estavam doentes, aproveitando os conhecimentos de enfermeiro que aprendera no Hospital Militar, razão pela qual, a Universidad dell Valle ofereceu-lhe uma vaga no curso de medicina.
O pai do cabo William, també perdeu o pai, que faleceu há vários meses, desgostoso por saber que o filho continuava prisioneiro da guerrilha.
O cabo William Pérez, passou dez anos e quatro meses preso, no ano passado ajudou a salvar a vida de Ingrid:
"Ela teve uma depressão muito forte que não a deixava comer. Começou a sofrer de úlcera, de infecção intestinal e se desidratou. A isso é preciso somar o efeito de ter uma corrente no pescoço 24 horas", contou Pérez.
"Com paciência, quase à força, como se alimenta uma criança, eu lhe dava colherada após colherada: 'uma para a mamãe, outra para cada um de seus filhos'.
Ingrid atirava a comida e chegou um momento em que dizia: 'quero morrer, quero morrer'. Quando disse isso já estava há duas semanas sem comer nada. Ela não tinha forças para subir uma elevação de um metro. Eu tinha de levantá-la, hidratá-la, lhe dar remédio para úlcera e quase obrigá-la a comer."
Pérez, que entrou no exército colombiano porque não conseguiu realizar seu sonho de estudar medicina, tentava animá-la falando de seus dois filhos, de sua mãe, da quantidade de gente que lutava por ela.
Um jornalista da revista colombiana "Semana" lhe perguntou: "O que a guerrilha fazia quando Ingrid estava tão doente que não queria comer?"
E Pérez respondeu:
"Diziam: 'se não comer e morrer, abrimos um buraco e a enterramos'." |
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